segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Cinco livros que deveriam virar filme

{Eu li}





Vai me dizer que você nunca terminou de ler um livro lindo e super envolvida com a história, desejou profundamente que ele se materializasse em filme?  

A-HA!

Eu sempre me envolvo com as histórias que são especiais e não nego que acabo o livro já imaginando quais atores se encaixariam nos papéis e etc... Daí, um dia desses papeando com uma amiga e trocando dicas de livros, mencionei um e pensei: "putz! Né que ele dava um ótimo filme?" 

E aí, surgiu a ideia do post (e vídeo futuro) de hoje. Reuni meus livros favoritos e que por sinal, também entraram numa lista dos livros que quero ler novamente este ano. São livros emotivos e com um apanhado de lições bem interessantes, quer vê?


Jardim de Inverno - Kristin Hannah 


Esse é um livro especial e que já apareceu por aqui neste post. É uma daquelas narrativas que exigem uma certa atenção e paciência, pois, mistura um pouco das narrativas do presente com o passado e se você não tiver atenta pode ficar se perguntando se entendeu direito, mas não é nada confuso, não. 

Em Jardim de Inverno, conhecemos as irmãs Meredith e Nina e a mãe delas, Anya.  Inicialmente a gente acha que o livro gira em torno do conflito que rola entre as filhas e a mãe aparentemente distante emocionalmente. No entanto, conforme a leitura vai progredindo, descobrimos que há muito mais coisas e segredos na vida de Anya e que tudo o que ela omitiu das filhas não só ajudaria as meninas entenderem melhor a mãe como também, a ajudá-las  a curar as feridas dessa mulher. 

O que a mãe escondia? Bem, um passado bem doloroso e principalmente sua verdadeira origem e como ela e o pai das meninas se conheceram e conseguiram consolidar uma relação tão forte em meio a tempos de guerra, frio e miséria. 

É emocionante cada relato da vida de Anya e principalmente o relato sobre a realidade da população russa durante a Segunda Guerra Mundial. Um conselho: prepare os lencinhos porque você vai chorar muito! 


A Lista de Brett - Lori Nelson Spielman


Primeira coisa que preciso dizer sobre este livro é sua autora magnífica e super talentosa. Digo isso porque já comentei algumas vezes com vocês o quanto romances de estreia são complicados e exigem paciência do leitor para esperar a leitura entrar no ritmo e decolar, porém, Lori surpreendeu-me por ter uma escrita leve e gostosa já de cara, sem precisar enrolar a história. 

Assim, temos a história de uma mulher que acaba de perder a mãe e é surpreendida pela revelação de que só receberá sua herança após realizar todos os desejos de uma lista feita por ela aos 13 anos. Surpreendente, não?

De cara, a gente acha que é loucura e nem consegue se imaginar fazendo o mesmo, entretanto, quando você vai se envolvendo e acompanhando as mudanças que acontecem na vida de Brett, percebe uma coisa interessante: o que fizemos com nossos sonhos? - e ao responder esta simples pergunta, assim como Brett, a gente encontra um novo sentido pra vida. Sim! É incrível ver o que a gente queria quando estava no auge da inocência e mais ainda, descobrir que estes desejos eram o esqueleto do futuro. 

Diante disso, vemos uma Brett que se redescobre a cada nova etapa da lista e descobre outros sonhos e prioridades para a vida. O mais incrível é que ao realizar alguns desejos, Brett vai se deparando com segredos do passado que podem fazer a diferença no seu futuro.


A Lista - Cecelia Ahern



Este é um livro que exige certo tempo e paciência para se apaixonar por ele, porém, se você conseguir tê-los não vai se arrepender, afinal, Cecelia Ahern já é famosa por histórias emocionantes, né? Vide "P.S. Eu te amo" e "Simplesmente Acontece", livros seus que viraram filmes de sucesso. Mas, falando sobre "A Lista", a gente é convidado a tentar entender em que ponto a vida da jornalista Kitty Logan virou uma bagunça e a carreira promissora se tornou uma vergonha. 

Kitty Logan é uma jornalista experiente que está enfrentando alguns problemas em sua carreira e também em sua vida pessoal. Ela está quase perdendo o emprego, sua casa e pra completar, sua melhor amiga e mentora, está seriamente doente e ela não consegue aproveitar os últimos momentos que tem ao lado de Costance, sua melhor amiga, por ter certos receios. 

Numa visita ao hospital, onde Constance está internada, Kitty tem a ideia de pergunta a amiga, qual seria a matéria que ela não tinha feito ainda, mas que morria de vontade de fazer. Constance não dá muitos detalhes a Kitty - na verdade, detalhe nenhum - mas pede para que ela vá até sua casa e busque um envelope com alguns papéis sobre sua "matéria dos sonhos". 

É neste envelope que está a chave para a redenção de Kitty e para nós, leitores, a chance de ter uma verdadeira epifania sobre solidariedade, amor ao próximo e doação. Sim! É pra chorar mesmooooo!


A última carta de amor - Jojo Moyes 



Queria que este tivesse sido o primeiro livro de Jojo que li, mas infelizmente, foi o segundo ou terceiro (tem post aqui) e pra mim é um dos mais lindos e emocionantes quiçá o melhor, viu?  

A narrativa começa com o despertar de Jennifer, personagem principal do romance, em um hospital após sofrer um grave acidente que acabou por fazê-la perder totalmente a memória. A moça tem além do desafio de se recuperar fisicamente do que houve, tentar se adaptar a uma vida onde ela não se sente inserida, afinal, não lembra nada sobre sua família e amigos. 

O início é bem centrado na adaptação de Jenny e em sua busca em saber como ela era e se era feliz, porém, algumas surpresas acontecem quando ela descobre em meio a suas coisas, uma carta de amor extremamente romântica, aparentemente endereçada a ela e com apenas uma assinatura denominada de "Boot".

A partir desta primeira carta, muitas outras surgem e a certeza de que não era mais feliz em seu casamento, cai de paraquedas no colo de Jenny. A partir daí, a gente conhece todo o relato de uma breve história de amor e nos envolvemos com Jenny e seu misterioso apaixonado. Mas, prepare seu coração porque a história sofre um avanço de 40 anos e aí, eis a hora de conhecer nossa terceira protagonista, a jovem Ellie, uma jornalista que encontra por acaso no arquivo do jornal em que trabalha as cartas de amor do casal e vê nelas uma chance de fazer a matéria de sua vida. 

E aí, prepare-se para chorar, suspirar e ter um ataque, porque a trama é sensacional e cada capítulo rendo um "ohhh" diferente, viu?


Uma constelação de fenômenos vitais - Anthony Marra 




Posso confessar um segredo?

Cada vez que penso em Uma constelação de fenômenos vitais fico para ter um troço. Nossa! Que livro incrível e sofrível (tem resenha aqui), viu?  E preciso te avisar que ele é mais um daqueles enredos pesados e que exigem paciência, principalmente porque tem como pano de fundos uma situação real e um tanto quanto ativa do século XX e XXI, a Guerra da Chechênia. 

Antes que você pergunte- me porque diabos se interessar por uma guerra tão "distante", eu te conto que essa região da Europa oriental tem uma certa responsabilidade pelas armas de algumas regiões do oriente onde os EUA andaram guerreando nos últimos anos, na chamada "Guerra ao Terror" (maiores informações no livro "Sniper Americano" de Chris Kyle). Mas, vou te dizer que saber um pouco mais sobre esta região e seus conflitos vai te dar uma nova visão sobre política mundial.

Voltando ao livro, nunca havia imaginado nada sobre a Europa Oriental, nem muito menos sobre a Chechênia, até que acabei tão envolvida com os personagens deste livro e precisei pesquisar para entender como os homens podem ser tão cruéis e sórdidos. 

As histórias narradas em Uma constelação... se passam entre 1994 e 2004, anos da Primeira e Segunda Guerra respectivamente. Conhecemos a médica Sonja, uma jovem que em meio a todo o caos instalado a sua volta, se mantém firme no dever de salvar vidas em um velho e semi destruído hospital, o médico Akmed que torna-se subitamente o guardião da menina Havaa. 

É uma trama pesada e muito detalhista, então, paciência é fundamental e claro, um pouco de interesse em história, geografia e geopolítica, porque como antecipei lá em cima, você vai acabar tendo a necessidade de pesquisar e anotar alguns fatos pra se situar depois. 

Mesmo assim, conclui o livro com saldos positivos. É um tipo de livro diferente do que costumo ler pra "relaxar", já que sou mega fã de romances, no entanto, ainda sim ele consegue se atrativo ao ponto de virar filme. Traz coisas importantes a se discutir na sociedade e volta os nossos olhos para a realidade das pessoas que vivem em zonas de conflito, coisa que fracamente dificilmente pensamos daqui do outro lado do mundo, não é mesmo?

É aquela leitura que te faz valorizar todo o sentido de viver em paz e lutar por justiça e amor, desejar que as pessoas tenho mais consciência do peso de uma guerra. É um livro pra se pensar e aprender muito.

...




Um comentário:

  1. Eu tenho A Lista de Bret pra ler no Kindle, mas ainda não li. Quem sabe esse ano? eu tenho vários livros que ficariam perfeitos como adaptações cinematográficas.

    Vidas em Preto e Branco

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