sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

E aí, o que foi 2016?

Pois é, você também deve ter tomado todas as porradas que o irônico e faceiro, 2016, aprontou com a gente. Se no ano passado tiveram só flores e muita fortaleza, esse ano, foi especialmente sofrido. Não tive tantos pesares assim, mas, algumas coisas me balançaram bastante.

Esse foi o ano de parar, pensar, querer desistir, porém, lembrar que desistir não é uma opção. A vida não vai esperar você estar se sentindo completamente bem e preparado pra mandar a próxima cena. Ela vai vim mesmo que você não queira e aí, putz... Pode ser a melhor coisa da sua vida por algum tempo ou a pior e quer saber? Não dá pra controlar, pois a vida é assim.

Vivi os sentimentos mais loucos dos últimos sete anos. Perdi pessoas, ganhei outras, descobri verdades ocultas sobre quem julgava ser meu amigo ou até meu amor. Precisei me redescobri de novo e entender que a Laly de 2016, não seria a de 2015, assim como esta não foi a dos anos anteriores.  A poeira subiu, o pó não assentou tão fácil e quer saber? Sobrevivi sim. Porque ninguém morre por amor ou de dor, não se não é a sua hora. E graças a Deus, não foi.

Talvez, de todos os capítulos da história "2016: o ano pra não recordar", o que mais me tenha doído escrever, tenha sido o das despedidas. Digo, as despedidas físicas e materiais, dizer adeus à pessoas que escreveram capítulos na minha história e que agora, foram para um outro plano, se aperfeiçoar e encontrar um descanso passageiro. Dividi um desses momentos com vocês por algumas semanas e não imaginei que fosse conseguir fazer isto. Porque eu falo de tudo, falo muito mesmo, entretanto, meus sentimentos são que nem as Matrioska: uma dentro da outra até você cansar... E desistir de tentar saber o que trago em mim.


Eu trago muitas coisas nesse meu coração e na minha cabeça. Penso muito sobre tudo e na maioria das vezes, tento entender e classificar as coisas como ensinamentos, livramentos e consequências. Nem sempre dá certo, nem sempre é a verdade, no entanto, remedia a dor. Foi assim que encarei as perdas.

Por outro lado, eu perdi pessoas por livre e espontânea vontade. Na verdade, coloquei elas pra fora da vida e não me arrependo. Foi duro, sofrido, renderam lágrimas e noites em claro, sim. Só que superei, entendi, perdoei e tô seguindo minha vida e espero que elas sigam bem e que  sejam felizes. Pra ser honesta, eu espero que elas aprendam que além de cuidar dos nossos sentimentos, precisamos cuidar do sentimento do outro, porque toda relação, seja ela amor, amizade, o que for. Tá bom?

Das coisas boas ficaram as amizades novas, os momentos de gordice, as aquisições pessoais e materiais, porque tivemos crise, mas conseguimos ir à frente e prosperar. Foi bom ver meus pais bem, minha casa harmônica e com novidades, já que encaramos algumas mudanças boas e meio transtornadas, então, apesar de tudo, da dor do medo e de um certo exagero dramático, sobrevivi a 2016 com o mínimo de danos possíveis e agradeço a Deus por isso.

Minha fé em dias melhores se mantém, a esperança de que a vida tem um movimento único e cheio de sabedoria me faz sonhar e aspirar pelo sol, com a inocência de quem prefere ouvir o coração e de vez em quando largar a razão de mão.

Então que seja assim... Tchau 2016!


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada pela visita!!!


SENTIDO CONTRÁRIO - 2015. Todos os direitos reservados.
Tecnologia do Blogger