segunda-feira, 7 de novembro de 2016

{Netflix} À primeira vista

e se uma pessoa cega pudesse voltar a enxerga, como seria?




Esses dias tava vagando à toa pelo Netflix e resolvi que queria assistir algo do Val Kilmer (Batman Forever), só pra me situar melhor com a imagem dele. Daí, acabei escolhendo um filme que sempre aparecia como sugestão de filme romântico.  Foi assim que finalmente assisti "À primeira vista" e me surpreendi com uma questão forte e um tanto óbvia, mas pouco revisitada: o que aconteceria se uma pessoa que sempre foi cega, começasse a enxergar?



Inicialmente, conhecemos Amy, uma jovem arquiteta em ascensão profissional, que viaja até um SPA no interior de Nova York, para ter alguns dias de relaxamento e assim aliviar a tensão e o estresse do trabalho.  

O ponta pé do romance é a massagem terapêutica que Amy resolve fazer no SPA e onde ela conhece Virgil, o massagista gato e talentoso do local. Virgil é super simpático e deixa Amy à vontade e tranquila como há muito tempo ela não se sentia. O interessante é que Amy não percebe que Virgil é cego.Virgil não nasceu cego, porém, perdeu a visão nos primeiros anos de vida (três anos de idade), assim, toda sua alfabetização e memorização foi através de sentidos como tato e audição.  


De cara, a gente acha que o filme vai ser sobre como cegos vivem ou meramente sobre como se relacionar com uma pessoa deficiente, mas, "À primeira vista" vai bem mais além do que isso. Este filme aborda sim, as dificuldades que os cegos enfrentam, mas também, te faz questionar se o sonho de devolver a visão a alguém que nunca a teve, pode ser só maravilhas. Virgil prova que não.

Ao se envolver com Virgil, Amy começa a estudar e pesquisar mais sobre a doença que ele teve e descobre que há um novo método experimental que pode ajudar seu amado a voltar a enxergar, o que em primeiro momento, não o agrada muito, pois, ele se sente à vontade e completamente adaptado ao mundo as escuras. Porém, Virgil resolve experimentar o mundo às claras e se choca com as coisas. Primeiro ele não consegue associar o nome das coisas as suas imagens sem que tenha que tocá-las.
Virgil também não consegue associar mais as pessoas a seus nomes e enxergar o mundo com os olhos bem abertos, parece ser um pesadelo.


Confesso que fiquei bem assustada e pensativa com toda história, porque, a gente naturalmente ao conhecer um deficiente visual, sempre espera ele se lamentar por não enxergar, desejar ver o mundo, mas esquece que visão vai bem mais além do que só vê e boa parte de tudo isso está associada ao cérebro.

O desfecho do filme é surpreendente. Quando a gente acha que já tá tudo perfeito e dentro do esperado, várias reviravoltas acontecem e as coisas mudam e se encaixam de novo a realidade. Não é um filme com ideias prontas ou parecidos com contos de fadas perfeitos. Há um final feliz, mas nada exagerado.

E a gente consegue ao final do filme, entender que a vida é adaptável, mas que a cada nova mudança não temos apenas que nos adaptar a situação e tentar viver com ela, nesse período, todas as outras coisas vão mudar e adquirir novos sentidos, mudando a personalidade, gostos e sonhos.

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