segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Circo, marinha e amigos...

#memories37



Sempre soube que não era uma pessoa muito comum. Enquanto as outras crianças amavam circos e sonhavam em fugir com estes, eu sonhava em fugir com a Marinha. Estranho? Nem um pouco, pelo menos pra mim e pra minha realidade colegial.

Todo ano ficava ansiosa pelos novos colegas e principalmente por aquele vindos através das transferências da Marinha do Brasil. Era uma verdadeira festa e cada momentos com estes novos amigos era especial, já que a qualquer momento podia acabar a farra e a gente tinha que saber aproveitar.

Meu primeiro beijo foi com um colega dessas transferências. Inclusive, o ano em que conheci o E.P foi um dos melhores. Tivemos uns três colegas de turma que eram frutos de marinheiros e foi agitação pura. Boas amizades e grandes descobertas foram realizadas ao longo de 2005. O ano em que descobri que amava rock, o Linkin Park lançou Numb e eu me tornei uma estranha oficialmente,

Nos anos seguintes tivemos muitas novidades e quanto mais os anos passavam, mais eu tinha um desejo pungente de fugir com a Marinha. Viver no mar, conhecer novas cidades, muita aventura e sim, seguir todo regimento militar, que particularmente, não é algo que me incomode, pelo contrário, me dá prazer. Gosto de ordem.

Minha turma sempre foi uma grande família. A maioria se conhecia desde bebê, então, havia aquela áurea de intimidade e familiaridade no ar. Você chegava hoje e amanhã já se sentia como se conhecesse a todos há pelo menos 10 anos. Então, era o clima perfeito pra receber alunos especiais e passageiros. Alguns conseguiam durar mais que um semestre ou um ano, outros, acabavam indo em cima da hora e nos dias dessas despedidas, era uma choradeira daquelas.

O tempo passou, o colégio acabou e as amizades se distanciaram um pouco, mas, sabe o que é você se sentir vivo e renovado, só de relembrar um dos milhares de momentos que viveu lá trás? Foi assim que me senti essa semana, quando justamente um dos meus mais antigos colegas / amigo vindo da Marinha me contou que ia fazer um bate e volta por aqui e queria me ver. O coração se renovou na hora e juro, fiquei feliz e ansiosa num nível "ganhei sozinha na mega sena".

A sensação de renovação e jovialidade que veio com o encontro e o relembrar de histórias e piadas internas foi tão boa que o resto da minha semana se tornou um conjunto de resoluções de ano novo. Mais motivação pra seguir em frente e não esquecer dos verdadeiros valores que fazem parte de quem eu sou em essência.

Sou uma pioneira, cara. Antes de virar moda fazer vlog no Youtube, já tava lá documentando o dia a dia da minha classe. Fazendo as fotos da turma, montando slides, documentando cada época boa da gente. Fiz bem em fazer isso, pois, hoje, podemos parar, rever e sentir saudade. Sentir a saudade boa de vê que fomos bons. Que temos boas memórias pra repassar e que aproveitamos bem cada momento sem precisar magoar o outro.

Revi os vídeos, vi os colegas da Marinha e lembrei o quanto era bom sonhar em fugir com eles de navio e não perder os laços afetivos criados ao longo do ano.

E aí, vi que era realmente diferente. O circo não me pertenceria nunca.

¬¬

E sendo o auge da minha semana o reencontro com meu amigo Tiago, preciso dizer que bateu a sessão nostalgia nível 100 e aí, dali, enxurradas de posts no Facebook com fotos e vídeos vintages.



Rolou mais uma comprinha olfativa e agora tenho dois contratipos da Paris Elysees pra chamar de meus. Um é contratipo do "La vie est belle" e o outro do "Chanel N5". Preciso dizer que amei mais o contra tipo do La vie (La Petit Fleur blanch) do que o próprio "La vie est belle".


Se você me segue no Instagram (aka #lalylihh) viu que essa semana postei uma foto de calcinha e sutiã em apoio a nova campanha da Revista Glamour. A temática desta campanha é impulsionar as mulheres a falarem sobre seus corpos, autoestima, bem estar e etc... Teve quem apoiou a minha iniciativa e achou o máximo e teve uns raros casos de fdps sem noção pra fazer pergunta idiota como, "o que seus pais acharam disso?"... Bem, tenho 25 anos e meus pais não ligam. Viram e acharam que da próxima vez, vale fazer nu artístico.


Fechamos a semana com um passei pela ilha e algumas gordices básicas, já que resolvi que esse final de semana não iria me preocupar muito com comida nem nada. Ia relaxar e deixar rolar tudo de boa. Foi a melhor coisa que fiz, viu?




E antes de nos desejar uma ótima semana, quero deixar uma das fotos mais legais que já tive a honra de poder fazer: olha Salvador vista da Baía de Todos os Santos...



Boa semana pra nós!!

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