segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Sobre sentimentos desconhecidos

#Memories29


Não sei nem como começar esse memories, como descrever tudo que tenho vontade de contar pra vocês sobre essa semana e os doloridos sentimentos em torno deles. Foi uma semana para lidar com perder alguém.

Eu nunca fui do tipo que sabe lidar com a morte. Não que ache que alguém saiba realmente lidar com algo tão definitivo, porém, nunca fui do tipo que se deixa afetar e sofre horrores pela morte de alguém. As pessoas a minha volta morriam e simplesmente sentia pelos familiares, ficava triste somente o necessário e logo passava. Nada muito dolorido ou prolongado.

Porém, há quase dois anos, tive o primeiro confronto com sentimentos de perda. Um amigo morreu de maneira violenta e isso me deixou bem abalada, mas nada como agora. Nada como perder alguém que vi nascer, crescer, que fez parte da minha história e que sem saber, eu amava. 

Devia e até tentar falar um pouco sobre isso no post anterior, porém, até aquele dia, o dia após ele ter falecido, ainda não tinha caído a ficha. Não tinha entendido o quanto ia dor e era irremediável. 

Dizem que o tempo melhora as coisas, né? Talvez, pros que já sabem lidar com a dor, isso seja verdade. Pra mim, o tempo, só fez piorar. Ainda tá doendo e doí sempre que lembro de alguma brincadeira, que penso no modo como ele se foi, as coisas que não vai viver e merecia ter tido a chance de ver outras faces da vida. Uma vida mais leve para um jovem de 21 anos.

E nessas horas, não ter uma religião definida, pesquisar e acreditar em tudo um pouco, faz com que a gente pense em tantas coisas e só doí mais. Penso no que o espiritismo diz sobre mortes prematuras e violentas e, só sinto vontade de rezar. Pedir a Deus que conforte sua alma e o coloque em um bom lugar, que te reserve uma nova vida e que esta seja melhor. Com mais amor e tranquilidade. Tudo que você não teve.

Ao sentir tudo isso e sentir por você percebi o quanto somos leves, passageiros e ás vezes o quanto o cotidiano e a certeza do "amanhã", faz a gente não perceber o hoje e o quanto ele é breve. Escasso, eu diria.

Fique bem! 

¬¬

Escrevi chorando, viu? E ainda estou aqui com as lágrimas companheiras da semana, pingando na roupa e no teclado. Por estas lágrimas, acabei ficando mais off das redes sociais esses dias. Não tava inspirada e nem com a energia necessária para fazer coisas bonitas, mas tentei na medida do possível catalogar algumas coisas.


A semana começou pesada e chorosa depois do falecimento de um dos meus primos. Na verdade, ele era filho de uma das minhas primas e como sou a mais nova da família, os filhos dos meus primos, acabaram sendo meus primos e amigos de infância. Então, dor foi bem grandinha (está sendo ainda) e nessas horas só um bom passeio pela cidade pra conseguir relaxar um pouco. Foi o que fiz...


E aí que nessa clima de rever a vida, ficar mais na minha, comecei a relembrar algumas coisas que vivi e deu um surto de admiração profunda por tudo que consegui conquistar e mudar. Às vezes sinto saudades de quem eu era, mas vejo, que precisei mudar. Não só por fora, mas por dentro. Me ajudou a crescer e hoje, sei que sou melhor. Estou melhor. 


Sempre quando penso em mudanças e crescimento, me vem uma frase uma música do Nx Zero e eu repito inconscientemente... "a vida cobra e a gente tem que crescer". 


Pelo menos consegui manter o foco na alimentação mais certinha e mesmo rolando umas leves deslizadas nos doces (meu vício), eu consegui perceber uma melhora significativa na retenção de líquido e pancinha do pé da barriga. 

Percebi que quando a gente se cuida, se preocupa um pouco mais com o nosso estado num geral, acaba melhorando o astral. Claro que não é uma mudança milagrosa, mas já dá um up e ajuda a lidar com as dores e ficar mais forte.


E além de maquiar, pintar a unha sempre levanta meu astral. Eu tenho uma coisa esquisita e meio fútil, de que se me deixar de qualquer jeito, viro uma gelatina emocional, então, preciso cuidar do visual pra tudo se organizar. Então, vamos de unha pintada com um cinza bonito e chique.


E aí, preciso confessar que nada me deixa mais animada do que ver e sentir o cheiro do mar. Gosto da paz que observar as ondas indo e vindo me traz, ainda mais quando bem acompanhada e num dos lugares mais especiais da cidade.


Sinto as energias querendo se renovar e o coração se preparando pra juntar os pedaços e se recuperar da dorzinha. Tudo na vida é ensinamento e sempre achei que a gente aprende melhor nas dores, então, no silêncio que se perfaz a pós uma perda, a gente se prepara pras novas cores e sons da vida.

Um brinde a esperança!

Beijos e boa semana!!

Um comentário:

  1. Lidar com algo tão absoluto como a morte e realmente muito difícil, já perdi alguém muito próximo e sei como é complicado mas o tempo transforma dor em saudade, as vezes dolorida em outras vezes só saudade mesmo das brincadeiras dos sorrisos e até das brigas. E assim vamos crescendo e amadurecendo e aprendendo a lidar com as dores os caminhos tortuosos que a vida sempre reserva e desses momentos valorizamos mais nossos momentos de alegria.

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