quinta-feira, 11 de agosto de 2016

{Eu li} Os crimes do monograma - Agatha Christie por Sophie Hannah

Eu contei quando resenhei Cai o pano  que aquele era o último livro sobre Hercule Poirot que a Agatha Christie havia escrito e o porquê do livro ter um desfecho um tanto quanto traumático para os leitores, lembram?

Daí, eis que há um ou dois anos os filhos da Agatha começaram a buscar uma autora para reviver um dos personagens mais ilustres da literatura policial. A eleita para tal façanha desafiadora foi Sophie Hannah, já renomada por tramas investigativas e de suspense, porém, desconhecida minha. Resolvi arriscar e vencer a barreira do "não gosto" e li Os crimes do monograma. Gostei sim, mas, AGATHA É AGATHA.


Na nova aventura de Hercule Poirot, encontramos o investigador belga num Café em Londres, apreciando seu tempo livre. Porém, toda tranqulidade de Poirot é interrompida quando uma moça adentra o tal Café, em estado de pânico e desperta sua curiosidade. Claro que nosso investigador vai lá futricar o que tá acontecendo com Jennie e descobre que esta moça corre risco de vida.

Mais tarde, na hospedaria onde está passando uma temporada, Poirot encontra seu novo amigo, o inspetor da Scotland Yard, Edward Catchpool. Em uma rápida conversa, Catchpool revela a Poirot que um triplo assassinato ocorreu em um hotel de luxo da cidade e que abotoaduras monogramadas foram encontradas dentro das bocas dos mortos. Imediatamente, vem a mente de Poirot uma frase dita por Jennie no café: "não deixe que abram as bocas".  Vendo uma ligação entre as duas situações, Poitor conta a Catchpool tudo o que ocorreu no Café na noite anterior e eis aí, a história desse livro.


A trama é bem envolvente, porque ficamos curiosos pra saber se realmente Poirot está certo e Jennie sabe algo sobre os três mortos do hotel de luxo, quem são os mortos e porque morreram. Ao longo das mais de 200 páginas, nos é revelado uma história com várias reviravoltas e motivações passionais. No entanto, apesar de ter um enredo bom, não é nada fantástico ou extremamente próximo ou parecido com a escrita da Agatha, mas, a gente releva porque obviamente não poderia ser tudo igual.

Entretanto, há algumas falhas por exagero da autora e isso, poderia ser minimizado. Um exemplo é o excesso de pistas fora de lógica que surgem no meio da investigação e a superestimação da inteligência dedutiva/ investigativa de Poirot ou o quanto Catchpool pode ser chamado de tapado e incompetente até, por não adotar procedimentos padrões e básicos para um investigador do nível dele.


Aí vocês me perguntam se vale à pena ler e eu respondo que sim. O livro é bom, arranca o ar total e mesmo sendo um pouco amarrado e até exagerado em algumas parte, eu achei uma boa história. Gostei dos personagens secundários e só achei ruim o exagero em alguns tiques do Poirot.

Porém, ainda sim, prefiro Agatha escrevendo sobre Poirot e acho que Sophie Hannah é melhor nos livros dela mesmo, livre pra exercer a escrita do jeito peculiar e particular dela, no entanto, dá pra ler a história e entre resmungos e queixas, gostar dela.





Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada pela visita!!!


SENTIDO CONTRÁRIO - 2015. Todos os direitos reservados.
Tecnologia do Blogger