sexta-feira, 8 de abril de 2016

{Nós, amores e muito blá, blá, blá} Confissões



Precisava pensar em mim. 

Talvez seja egoísmo fazer isso ou apenas seja amor próprio, mas enquanto pensava, resolvi que tinha que tomar outros rumos. Conhecer outras pessoas, lugares, emoções. 

É divertido e algumas vezes até cansativo, porque sei que vai faltar ter pra quem contar o que anda acontecendo e nem sempre escrever no diário e mandar cartas ajuda. Você sabe disso, né?

Sou dessas pessoas que sempre tem mil coisas pra contar, não para de pensar um minuto se quer e quando você menos espera, ela tá pensando no dialogo e falando sozinha, revirando os olhos em desaprovação e por aí vai.

Tão artística, né?

E você se acostumou tão bem a esse meu jeito e soube lidar com ele como ninguém. Daí aquela saudade descontrolada que bate de vez em quando, naquelas horas em que vou ver a lagoa, correr em torno dela que nem você fazia...

Tá, eu  já deveria ter entendido as coisas. Só que não consigo. Não é que eu ache que você deveria estar comigo e viver as coisas que estou vivendo. Não. Porque se fosse assim, não viveria 1/3 disso tudo e estaria cansada a essa altura. 

Veja bem... Eu acho que queria a nossa amizade. O companheirismo e a cumplicidade que a gente teve ao longo dos anos ou pelo menos o que eu acho que tivemos, se por um acaso também tenha me equivocado nessa parte. 

Engraçado que é justo nessa hora que acordo e percebo que tudo foi um sonho e aí, cinco minutos depois, me dou conta que tanto a saudade, as lembranças e as histórias, foram mais um truque da minha mente. Um vislumbre do que eu esperava que fosse a tal "coisa especial". 

É né... De vez em quando, sonhos e pesadelos se misturam e viram uma miragem e aí, a gente não consegue separar as coisas e se afoga numa poça rasa chamada ilusão. Cuidado! Ela é pequena, porém, extremamente poderosa. 

Vacine-se já!



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