quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

{Eu li} Uma dose mortal - Agatha Christie

Daqueles livros que te prendem até o fim da história


Ahhh tia Agatha Christie é incrível, né? Será que algum dia vai surgir uma outra autora de mistérios tão boa quanto ela? Com um super personagem tão divertido quanto Hercule Poirot? Creio que não. E é por isso que na nossa semana literária, não podia faltar um livro deles, né? O escolhido foi Uma dose mortal. Uma daqueles suspenses clássicos e arrasadores.



Pra variar, Hercule Poirot nem precisa procurar por um crime. Eles vem até ele e seu faro não falha. Foi assim que após uma visita cotidiana e simples ao dentista, nosso investigador favorito, se vê em meio a um suposto caso de suicídio. Aparentemente, não deveria ser nada demais, mas o comportamento do dentista alguns horas antes e uns pontos conflitantes quanto aos pacientes, chama a atenção de Poirot e ele começa mais um caso. 

O Dr. Morley, um dentista respeitado e de temperamento tranquilo é achado morto em seu consultório com um tiro de pistola, na cabeça. Todos afirmam que o pacato médico cometerá suicídio, mesmo sem ter até aquele momento um motivo aparante para tal. Aos poucos, alguns hipóteses são levantadas por segurança, mas nada comprovado. 

Com o avanço das investigações e entrevistas com os pacientes que o dentista atendeu naquele dia, logo a polícia confirma o suicídio do médico, mas um fato ainda intriga Poirot: a morte de um dos pacientes e o sumiço de outro. 


Mesmo a polícia continuando a insistir que não foi um crime, Poirot prossegue com suas suspeitas e inicia uma investigação paralela em busca da srta. Sainsbury Seale, paciente atendida pelo Dr. Morley horas antes de morrer e que sumiu misteriosamente, além de tentar montar o que remotamente teria acontecido com Morley. A única certeza que Poirot tem a essa altura, é que a morte do médico foi um acaso provocado.

E é aí, que a gente entra em colapso e vicia na história. Agatha dá de cara a pista forte de que foi um assassinato acidental, mas também aponta a provável vítima: um empresário importante, chamado Alistair Blunt.


O interessante em Uma dose mortal é que quando você acha que já pegou o gancho do que deve ter acontecido, tudo muda e novas revelações aparecem. Até o tão habilidoso Poirot, se perde um pouco e se deixa levar pelos acontecimentos. Essa é realmente aquela história que todo fã de Agatha Christie e Hercule Poirot tem de ler, porque é diferente de tudo já visto.

Porém, a base é simples. É apenas um truque de mágica e quem menos parece culpado é o mais culpado de todos. Um clássico, não?

E o que impressiona mesmo é a engenhosidade por trás de todo o plano pra morte do dentista e das demais vítimas, pois, o motivo em si acaba por ser bobo e fútil. Um dos casos em que Poirot não tem a menor piedade de entregar o criminoso articulador à policia. 


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