sábado, 23 de janeiro de 2016

{Eu li} Não se iluda, não - Isabela Freitas

Em caso de dor, desapego por favor...


Sequências de sucessos são sempre super estimadas e de vez em quando, elas acabam deixando a desejar. Por sorte, isso não aconteceu totalmente com a sequência de Não se apega, não e a autora Isabela Freitas, trouxe em Não se iluda, não um livro mais ficcional, porém, interessante. Vamos falar mais sobre ele?



Não sei se a Isabela optou por deixar sequência com mais cara de ficção de propósito, mas nesse livro, ao longo da leitura eu não senti a mesma empolgação e proximidade que rolou com o primeiro. A minha sugestão de ser talvez algo proposital, vem por Não se apega, não ter soado tão real, que as pessoas ficavam nas redes sociais da autora, tentando identificar cada personagem, cada situação e isso era meio cansativo. 

No segundo livro, Isabela continua levando sua vidinha e resolve criar um blog, porém, ela resolve não se identificar, mas ainda sim, contar seu dia a dia e outras coisas. Tudo vai teoricamente bem, até que ela viaja pra Costa do Sauípe e conhece um carinha e aí, como já sabemos... As coisas se reviram. 



O carinha em questão é o irmão gêmeo do Pedro (aka melhor amigo dela), meio que citado como gêmeo do mal, no livro 01. Rola uma ficada braba entre Isabela e Gabriel (o gêmeo), e eles até ensaiam um namoro básico. Pedro por sua vez, também ensaia um namoro que vai mexer com os neurônios e hormônios de dona Bela.

Enquanto sua vida amorosa se mistura e remexe a torto e a direita, o blog dela vai crescendo e claro, alguns pessoas vão começando a sacar quem é a autora. Daí já imaginam que vai dar treta, já que ela comenta coisas intimas e pessoais sobre os amigos e seus sentimentos pessoais. 


Eu gostei do livro, mas não amei como aconteceu com Não se apega, não. E vocês devem já imaginar o porquê. 

Gosto quando a história te envolve e te prende ao ponto de você achar que é real. Ainda mais quando acontece o que aconteceu nessa. A autora se "colocou" como personagem principal e claro, quem não encarnou que a Isabela ficcional era a Isabela real? E foi isso que fez do livro um sucesso. Os conselhos era de alguém real, pra alguém real. Mesmo que não fosse assim. Sabe?

Nesse novo livro, rolou uma boa distanciada do estilo que tanto nos cativou. Continuou sendo uma leitura legal, mas não foi tão fluída. Justamente, porque perdeu o quê conselheiro e virou narrativa fantasiosa. 

Espero que tenha uma sequência e que nesse livro três, a Isabela volte aquela pegada do primeiro livro. Fazendo a gente acreditar que ela realmente viveu aquilo e que tudo é real e palpável. 


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