segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

{Eu li} A Casa das Marés - Jojo Moyes

Ahhh Jojo Moyes, como não te amar? 


Desde que soube que a Bertrand Brasil relançaria os primeiros livros da Jojo Moyes, fiquei bem ansiosa e curiosa para conhecê-los e vê essa Jojo pré fama. A história escolhida pra começar essa descoberta, foi A Casa das Marés. Um livro forte, com personagens interessantes e a tradicional escrita emotiva da nossa autora favorita. 

Em A Casa das Marés, somos apresentados a jovem Lottie Swift, uma menina bonita e interessante que vive de "favor" na casa da família Holden. Lottie é tratada por quase todos os Holdens, como se fosse um membro da família, porém, ela se sente um tanto deslocada na realidade familiar deles. 

Os Holdens e Lottie vivem na cidade litorânea de Merham em plenos anos 50. O pessoal da cidade é super tradicional e um tanto implicante. Eles insistem em manter o que chamam de "bons costumes" e acabam surtando quando chega a cidade uma bela atriz e seus amigos. 

Quando Adeline Armand enche a mansão Arcádia de jovens artista, os moradores da cidade começam a entrar em surto. Enquanto a tímida e cuidadosa Lottie, começa a se animar com os "artistas" e a frequentar a mansão, junto com a filha mais velha dos Holdens, a problemática e mimada, Célia



Na primeira parte da história, conhecemos melhor a vida dos Holdens e os leves dramas que cercam os moradores de Arcádia. Já nesse inicio, dá pra ter uma ideia do quanto o livro é um pouco mais forte e cercado por temas aparentemente mais "polêmicos", como relacionamento homossexual. 

Com as visitas frequentes a mansão, Lottie, começa a repensar algumas pontos de sua vida e as coisas se intensificam mais após a partida de Célia para Londres e pioram quando ela regressa a Merham com um namorado/ noivo a tira colo que por acaso, desperta os sentidos românticos de Lottie

Já dá pra imaginar que essa situação vai render uma super trama, né? Porque as duas "irmãs" apaixonadas pelo mesmo cara e o tal cara (aka Guy) se apaixona de verdade por Lottie. Juntos eles passam a visitar Arcádia com frequência e em pouco tempo, estão tão envolvidos que passam a viver um caso de amor. 


Coisas importantes acontecem e a história tem seu fluxo drasticamente alterado. Com isso, começa a segunda parte da história, já por uma outra ótica e com outra mulher como personagem principal. Após o salto no tempo e começo da segunda parte, conhecemos Daisy Parsons, uma jovem design que acaba de ser abandonada pelo namorado, com uma filha pequena recém nascida. A situação dela está tão séria que ela já não sabe mais o que fazer e nem como fazer. 

Por sorte e incentivo da irmã, Daisy tentar recomeçar a vida e aceita o trabalho de reformar  uma casa antiga no litoral. O projeto prevê que a mansão seja transformada em um hotel moderno e voltado para um público mais "especial". É graças a esse projeto que Daisy encontra uma oportunidade de melhorar suas finanças e de ter um lugar pra ficar. Porém, ao chegar ao interior ela descobre que as coisas não serão tão "pacificas" como pensou. 

Os problemas surgem aos montes e vão desde a implicância de uma empresária local e um grupo de pessoas, com a reforma da casa e a abertura do hotel, até da falta de confiança do dono do futuro empreendimento, sobre a sua capacidade em realizar e concluir o projeto. 



É nesse ponto que a vida de Daisy se choca com a da Sra. Bernard, uma mulher de 60 anos, meio rabugenta e ex- dona da mansão. De inicio, elas não se dão super bem, mas a velha mulher está tão encantada com Ellie, filha de Daisy, que logo elas se aproximam e ficam bem amigas. 

A história começa a tomar contornos mais emotivos e fortes nesse ponto. Já que começamos a ficar curiosos sobre o paradeiro do ex de Daisy, sobre como a Sra. Bernard se torna dona da mansão Arcádia e daí lembramos de Lottie e seu paradeiro. 

Não dá pra chorar rios, mas garanto que dá pra ficar bem envolvida e curiosa. Porque até a um pouco mais da metade da segunda parte de A Casa das Marés, temos apenas suposições sobre a Sra. Bernard e logo em seguida, vem a ansiedade pra saber quais contornos a vida amorosa de Daisy vai tomar após a aproximação com um tal Jones.... 

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Como esse livro ganhou alguns prêmios, era garantida a qualidade dele e assim foi. No entanto, confesso que ainda consegui me surpreender com ele. Já que a personalidade dos personagens é bem diferente e marcante. 

Jojo consegue criar vilões que a gente não gosta e ao mesmo tempo, não tem vontade de matar e arrancar as tripas. É como acontece com as mulheres da família Holden. Ao longo do livro, vai surgindo antipatia a cada uma delas (primeiro surge de Célia e garanto que é por motivos óbvios. Ela pede pra ser odiada). Depois tem o Daniel (ex da Daisy) que a gente toma bode pela falta de noção de tempo e espaço que o idiota tem. 

E aí, a gente se depara com personagens que são neutros, mas que você sente que são essenciais pra dá o contorno social que a trama precisa pra ser tão arrebatadora quanto é. Esse é um livro que tem um ar mais pesado e mesmo tendo essa vibe, ele ainda consegue ser incrível, porque é diferente do que já conhecemos da autora. É uma Jojo mais novelista, sabe?

A minha experiência anterior com livros da Jojo dividida em períodos distintos, não foi lá muito boa. Li A Garota que você deixou para trás e não gostei muito da vibe, porém, esse foi diferente. Tanto a protagonista da primeira fase, quanto a da segunda, são mulheres incríveis que conseguem se sobressair na história e em meio a tantas dificuldades fazer você se apaixonar. Os pares românticos delas tem até dificuldade em se fazer marcar, principalmente o da primeira fase, Guy

Se você quer conhecer outros ares de Jojo Moyes e gosta de livros fortes e que misturam um quê de novela, vai fundo em A Casa das Marés que não vai rolar arrependimento, tá?


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