quarta-feira, 4 de novembro de 2015

{Diário} A tal selva alheia chamada São Paulo...

Porque viajar é bom, mas nossa casa também!


E aí, como estão?

Por aqui vai tudo bem, apesar de muita bagunça e um pouco de cansaço pós- viagem. Nada anormal, afinal, viajar e passear envolve certa empolgação e muita atividade física natural, não é mesmo?

Semana passada viajei para passar uns dias na Nova York brasileira (aproveitando pra usar a comparação feita por minha friend Aline Melhor (aka direitinho), a cidade de São Paulo. 

Geralmente as pessoas tiram férias e escolhem destinos paradisíacos, turísticos e na maioria das vezes, desconhecidos, mas eu não sou muito normal e todo ano me jogo pra grande metrópole em busca de destinos turísticos, variação linguística e claro, comprinhas. 

Créditos: We Heart It

Cara, eu já fui tantas vezes a essa cidade e sempre me surpreendo com ela, sabia? 

Sei lá, mesmo sendo tão desigual, desconfiada e até um tanto injusta, São Paulo tem uma magnetismo incrível e fascina a gente em cada esquina, monumentos e avenidas. Tanta história, tantos povos... É realmente uma fonte bem funda de vidas.

Durante algum tempo até quis que ela fosse meu endereço, mas hoje vejo que muito provavelmente, viver numa cidade onde a injustiça, o medo e a desconfiança se escondem em cada esquina, em cada fresta de porta, me deixaria um tanto quanto sufocada e me forçaria a mudar bastante meu jeito de ser e ver o mundo. 


Mas, ainda acho incrível o jeito como a cidade consegue ser tão urbana e ao mesmo tempo em meio a tantos arranha-céus, esconder paisagens de tirar o folego. Claro que isso não desfaz o tanto que essa cidade pode ser injusta com que chega nela com uma mala de sonhos de baixo do braço, mas mesmo assim, ela consegue te fazer suspirar e ficar sem palavras.

Sempre fico sem palavras. Sempre penso na música "Sampa" de Caê....

Mas deixando de lado o mimimi poético e sentimental, claro que eu vou mais no interesse consumista e sem vergonha de fazer comprinhas boas e baratas. Felizmente, pra isso São Paulo é um paraíso infernal e dá gosto de ver, viu? Porque em cada esquina tem uma loja mais interessante que a outra e haja autocontrole pra não torrar toda a grana de uma vez...

Eu sempre fico maravilhada com cada loja ou centro de compras que visito, com o tanto de imigrantes que a cidade reúne por m² e haja ouvido pra identificar cada sotaque. Até falei pra minha mãe que meu próximo objeto de pesquisa seria as fazes migratórias pela qual a cidade vem passando no século 21.


E eu devo dizer que adoro o fato de ninguém tá nem aí pra o jeito como o outro se veste ou é. Aqui em Salvador se sair de batom escuro, roupa preta e minhas duas tatuagens visíveis, sempre aparece um ser pra me olhar com uma cara estranha como se eu fosse o diabo em pessoa... Aff... Lá ninguém tá nem aí. A maioria das pessoas tem tatuagens e diga-se de passagem, não é uma, nem duas, mas VÁRIAS!!!

E não é só os jovens, não... Várias tiazinhas e tiozinhos mega tatuados e super de boa. Chega dá gosto, viu?

Pra completar, a maioria gosta de se vestir bem e até que sabe, viu? Então, nunca bate aquele receio de tá "muito arrumada", porque boa parte das pessoas, pelo menos pelo Centro, estão sempre bem arrumadinhas e na moda.


Mas, sabe o que concluo toda vez que volto de viagem?

Que mesmo com todo atraso, confusões, violência e etc... Ainda sim, não me vejo em outro canto que não seja nesse meu Reino do Dendê. Salvador tá um caos, é um caos e as pessoas na maioria das vezes, são um tanto sacanas, só que gosto daqui e pra ser sincera, vejo bem menos injustiças sociais aqui do que nas ruas da Selva de Pedra que é São Paulo.

Talvez, um dia (não muito distante), Salvador fique no mesmo patamar de caos urbano e desordem social que rola em São Paulo, porém, mesmo com toda dificuldade que rola por aqui, as pessoas são mais solícitas e só isso já me alivia bastante o coração.

Amo meu reino com todos os seus defeitos, governantes muitas vezes sacanas e toda bagunça que rola no trânsito. Aqui é o meu lugar.


Beijos!

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