quinta-feira, 16 de abril de 2015

Eu li: Os elefantes não esquecem - Agatha Christie

Todo mês eu tento ler pelo menos um livro da Agatha Christie e geralmente, gosto bastante deles, mas dessa vez me surpreendi com um livro dela não curti tanto como achei que iria. Mas, mesmo assim, vim contar um pouco de Os elefantes não esquecem para vocês.


O livro tem a presença de Hercule Poirot como investigado do crime tema, porém, temos a presença da Ariadne Oliver, sua amiga e escritora famosa de romances policiais. Na verdade, é ela quem chama a atenção de Poirot para o crime em questão que aconteceu alguns anos antes com os pais de sua afilhada.

Não curti o livro. Até achei que depois fosse melhorar e a história fosse arrebatadora, mas achei um saco, bem sem graça e ultra previsível. Logo, não gostei e não tem o climão típico de Agatha Christie e Hercule Poirot.


Basicamente a frustração vem pelo clima de novela mexicana e drama que rola em torno da investigação e de como o crime chega até Poirot. Ariadne é abordada em um jantar por uma desconhecida, que se apresenta como futura sogra de uma de suas afilhadas, uma moça que ela não via a algum tempo. A senhora dizia querer saber sobre um fato trágico do passado da moça e quem o havia cometido, se foi o pai ou a mãe, pois seu filho único tinha planos de casar com a tal afilhada e isso a deixava preocupada.

A senhora Oliver disse desconhecer sobre os fatos mais íntimos e conclusivos sobre a tal situação (o marido ou a esposa, matou a companheira (o) e depois se matou), mas como uma boa fã de mistério, a pergunta a deixou intrigada e então, ela resolveu procurar Poirot para investigar o que ocorreu.


Inicialmente, a investigação se encontram nas pessoas que estavam mais próximas do casal naquela época e nas lembranças que elas tem do fato. Ariadne as nomeiam como "elefantes" e segundo ela, "os elefantes não esquecem do que veem" (daí o título do livro), porém, cada pessoa apresenta um fato distinto e confuso sobre aquela época e isso cria toda uma confusão mental para a escritora, então, ela deixa o caso nas mãos de Poirot e passa a apenas assessorá-lo na consulta de alguns dados e entrevistas.

Apesar de ser meio óbvio do meio em diante, com a presença integral de Poirot nas investigações, o livro passa até a ter um pouco mais de graça e ganha ritmo, mas mesmo assim o desfecho não faz valer. Por que? Porque falta a frieza, maldade e surpresa típica de Agatha Christie e as pitadas românticas em torno da tal afilhada e seu noivo, deixam o livro meio descaracterizado e CHATO.



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