quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Eu li: A Mansão Hollow - Agatha Christie

Como prometido, aqui vai mais uma resenha de um livro da Agatha Christie. O escolhido dessa vez é A Mansão Hollow e eu confesso que um dos livros que mais me deixaram com cara de tacho total por não ter desmascarado o assassino.


Esse é um daqueles livros em que o crime é simples, mas toda trama por trás dele é completamente especial. Não que ela seja complexa ou mirabolante, como acontece em alguns livros da autora como, "Assassinato no Expresso Oriente" ou "Morte na Mesopotâmia". Nesse livro, tudo é simples e direto e a nós, leitores, cabe a missão de enxergar com simplicidade, algo que pra quem tá acostumado com Agatha é completamento novo.

A vítima dessa estória é o Dr. John Christow, um médico de relativo sucesso entre as senhoras da sociedade inglesa. O médico leva uma boa vida ao lado de sua esposa e seus casal de filhos, porém, o que ninguém sabe é que por trás da figura de bom médico e marido, há um homem infiel que anda insatisfeito com o rumo de sua carreira e a aparente apatia de sua esposa.

John não levava a vida que queria, mas, também não imagina que num inocente final de semana na mansão no campo de um casal de amigos, ele seria a vítima de  um assassinato e a estrela de mais um crime intrigante investigado por Hercule Poirot.



Como falei inicialmente, a estória é simples e sua resolução também, porém, o que intriga a todos é como num ambiente onde aparentemente todos se davam muito bem, algo daquele tipo pudesse acontecer. A principio, a suspeita número um é a esposa do médico, Gerda, que é encontrada por três testemunhas e ainda Hercule Poirot, à beira da piscina da mansão, com uma arma na mão bem ao lado do marido.

Poirot ao se deparar com a cena, até chega a achar que tal coisa pudesse se tratar de uma encenação feita em sua homenagem pela dona da casa, Lady Lucy, porém, ao perceber que tudo era real e tão surpreendente para a anfitriã quanto era pra ele, o investigador se mostra intrigado e passa a investigar o crime e os hóspedes da mansão.


O legal é que com o andar das investigações, a gente vai percebendo que quase todo mundo que estava na casa, incluindo a esposa e até a vizinha, teria um motivo para querer acabar com a vida de John. Fora que o crime foi cometido por uma arma do dono da casa, que era um exímio colecionador de armas e não houverá dado falta do revólver em momento algum até a situação na piscina.

A cada capítulo um novo suspeito é apresentado ao leitor. Hora a gente acha que quem matou foi a dona da casa, porque ela é meio doidinha, adora uma encenação e inclusive havia falado em algo do tipo um dia antes do crime. Depois a gente pensa na prima dela, a Henrietta, por ela ser a amante atual do médico e há também o primo dela Edward, que sempre foi apaixonado por ela, mas Henrietta nunca o aceitou. Porém, ninguém imagina que a vizinha que solenemente foi até a casa na noite anterior pedir fósforos emprestados, é um antigo amor de John e que ambos foram noivos e nessa mesma noite, tiveram um momento de amor que fulminou com uma discussão no dia da morte dele.

Poirot investiga, faz suposições e ao final surpreende com um desfecho sensacional e surpreendente por ser simples e relativamente previsível. Confesso que o fato do final ter sido leve e passional, me deixou de imediato um pouco chateada, mas depois, entendi a proposta da autora e amei.

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