quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Eu li: A garota que você deixou para trás - Jojo Moyes

Depois que li "Como eu era antes de você" e definitivamente me apaixonei pela história, resolvi dar um tempo antes de ler o outro livro da Jojo que eu tinha comprado, só para criar um climinha. Li boas histórias de amor e algumas de ação, mas estava bem curiosa para conhecer essa tal garota que foi deixada para trás, principalmente porque a história se passava durante a Primeira Guerra Mundial.

"A garota que você deixou para trás" é aquele típico livro de romance que te projeta em diferentes espaços e épocas e de cara te prende, mas...




... O livro pode ser um pouco cansativo. Diferente do antecessor, o novo livro da Jojo até trás uma história boa e bem interessante, mas, confesso que por ser dividido em duas partes e na segunda acabar misturando narrativas da primeira época com a segunda, ele acaba se tornando um pouco cansativo em algumas páginas.

Na primeira fase, conhecemos a famosa "garota deixa para trás". Sophie é uma jovem francesa que regressa a sua cidade natal após seu marido, um pintor talentoso, ser mandado para os fronts da Primeira Guerra Mundial.  De volta a sua cidade, ela ajuda sua irmã mais velha a tomar conta do velho hotel da família, dos dois filhos da irmã e de seu irmão mais novo. Um jovem um tanto quanto impulsivo.

Mesmo com todos os problemas que ela e sua família enfrentam por causa da guerra, Sophie não perde as esperanças de tudo terminar um dia e tanto seu marido, quanto seu cunhado regressarem do confronto sãos e salvos. Para manter as esperanças e matar as saudades que sente do marido, Sophie, quebra uma das regras dos inimigos alemães e pendura em uma das paredes do hotel, o quadro que seu marido pintou dela quando eles se conheceram, mas o que ela não imaginara é que o quadro despertaria o interesse do novo Herr Kommandant, designado para cuidar da região onde estava localizada a cidade dela. O encanto pelo quadro foi tanto, que o Kommandant alemão, passa a frequentar todas as noites o hotel com sua tropa com o pretexto de jantar lá, mas na verdade, as visitas são para contemplar o quadro pintado anos antes por Édourd Lefèvre para sua jovem esposa.






Muitas coisas acontecem na cidade e com seus moradores e a cada dia Sophie passa a temer mais pelas pessoas que ama, porém, ela não consegue medir o peso de suas ações e muitas confusões acabam acontecendo. Depois de muitas informações desencontradas e algumas situações constrangedoras, Sophie se envolve em um sério problema e acaba sendo mandada para fora da cidade junto com uma vizinha, a senhora Liliane Béthune, ambas, passaram por várias situações, que só são reveladas na segunda parte do livro, quando conhecemos Liv Halston e sua luta para manter a posse do quadro ganho como presente de seu marido, como presente de casamento.

De Sophie até Liv, temos um salto de mais ou menos 100 anos na história e viajamos da França para a Inglaterra de 2006, onde, conhecemos Liv, uma jovem viúva, que luta para manter viva a memória do marido, mantendo a fabulosa casa de vidro que ele construiu antes de falecer subitamente. Liv leva uma vida bem tranquila e quase monótona, mas do dia para a noite ver sua rotina começar a se modificar, primeiro com a chegada de uma nova moradora a sua casa, sua antiga colega de faculdade, Mo Stewart e depois de Paul McCafferty, um ex - policial que ganha a vida buscando obras de arte roubadas durante a Primeira e Segunda Guerra Mundial.

O interessante é as coincidências que cercam o romance. Paul ajuda Liv num momento difícil e logo eles se envolvem profundamente, porém, Liv não sabe em quê Paul trabalha e nem ele que Liv é a detentora do quadro da nova ação que sua empresa acaba de receber. Mais uma vez, o quadro vai ser objeto de desejo e fonte de problemas, mas, é justamente toda a atmosfera que se cria em volta do simples quadro que virou objeto renomado e valorizado de arte, é o que ajuda a elucidar o paradeiro de Sophie, após sua saída misteriosa da cidadezinha na França e mais, a origem real de " A garota que você deixou para trás", se ele foi um presente ou um roubo.



Para quem gosta de histórias emocionantes, esse livro é perfeito para isso, pois, consegue reunir aventura, investigação, suspense, romance e faz a gente mesmo cansada da enrolação que rola (porque acho que Jojo podia ter sido tão breve quanto foi em "Como eu era antes de você" nesse, mas resolveu encher linguiça e deixou o livro longo demais), querer continuar e descobri se Liv vai abrir mão do quadro, de limpar o nome de Sophie Lefèvre para ficar com Paul ou se vai encarar tudo, ir a falência, mas conseguir o quadro que tanto ama.

Eu acho que na verdade, a briga e o apego de Liv pelo quadro, inicialmente era por uma questão sentimental, mas pelo que acompanhei, as coisas mudaram com a busca por informações sobre o destino do quadro depois que saiu do hotel da família de Sophie. Buscar informações na França, conhecer pessoas que tiveram contatos com familiares da jovem, fizeram com que Liv quisesse mantê-lo por perto, mais pela preocupação com Sophie do que por dinheiro ou até o falecido marido e sua memória.

Esse é um livro muito bom. Uma história linda, bem feita, mas que como já falei, poderia ter menos enrolação sabe? Achei que Jojo tinha que escrever uma certa quantidade de páginas e para isso, acabou estendendo demais (e sem necessidade) a história, mas mesmo assim, a curiosidade acaba diminuindo o cansaço e fazendo valer a pena lê- lo. Mas, devo dizer que entre ele e "Como eu era antes de você", ainda sou mais o "Como eu era...", a história de Will e Lou, é bem mais romântica e gostosa de ler, mesmo não tendo o final romântico que "A garota que..." tem.


Beijos!! 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada pela visita!!!


SENTIDO CONTRÁRIO - 2015. Todos os direitos reservados.
Tecnologia do Blogger