segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Diário da Semana#17

Uma dose de desapego, por favor! 


Essa semana eu me entreguei ao livro "Não se apega, não" da Isabela Freitas. O livro tá super causando por aí e eu estava morta de curiosidade para ler ele. Confesso que depois que comprei fiquei até com um pouco de receio de não curtir o conteúdo e achar ele meio cabeça, mas ainda bem que me permiti ler logo e amei muito o conteúdo.

Fiz várias reflexões, relembrei situações, pessoas e escolhi fazer mudanças em alguns pontos da minhax vida. 

Uma vez me disseram que "não há nada de bom ou ruim que te aconteça, sem que você tenha permitido". Quando ouvi essa frase, estava no auge de uma amizade conturbada que tinha virado um sentimento a mais. Lembro que nesse dia, a pessoa tinha sido horrível comigo e muito dramática e melosa como sou (#confissõesdalaly), me acabei de chorar e passei mal. De lá pra cá, sete anos se passaram, mas sempre que preciso aconselhar alguém ou fazer longos momentos de reflexão, a frase, a situação, a pessoa  que me disse  isso e a que provocou a situação, voltam a minha mente como se o tempo não tivesse passado nem um segundo. 

Eu não acho anormal ter dificuldades em se desapegar. Tem gente que não tem apego por nada material, mas não abre mão de uma lembrança de um ente querido... Tem outros que não tem apego as pessoas, mas ama o que tem... Tem quem tem apego a tudo: pessoas, objetos, lembranças... Eu sou assim: me apego a poucas pessoas, a cada lembrança de um dia bonito, a cada sorriso que me foi dado. 

Sofro por isso? Sofro. Choro. Me despedaço. Brigo... Mas, não queria ser de outro jeito, porque perderia partes que gosto em mim. Não me lamento por me "dar demais", permito e acredito nisso, que as relações se tornam verdadeiras e sinceras com trocas mutuas de amor, carinho, companheirismo e lealdade. Eu dou isso a todo mundo que puxo e chamo de amigo ou amor, mas sei, que dar de volta é uma opção de cada um e claro, ficar por perto depois do outro não corresponder, é uma opção que só cabe a mim escolher ou não. 


Eu acho, que ninguém deve ser obrigado a se adequar a um estilo de vida por ninguém. Mas, admito que muitas vezes inconscientemente, a gente se esquece disso e se deixa influenciar por algo ou alguém. O problema é que apego e influência andam lado a lado e quando você deixa de ser o que você é e mais ainda de se sentir bem, é sinal que é hora de arrumar as coisas, quebrar o coração de uma vez e partir para um novo começo, onde, você vai encontrar alguém (ou algo, pode ser também), pronto para juntar todos os seus cacos ou você mesmo (a) pode juntá-los, o que é melhor ainda. 

No geral, o livro aborda muito sobre relacionamento  amoroso, mas também tem um pouquinho da relação entre amigos, luto e etc... Me identifiquei mais com as situações ligadas a amizade e amor, pois, são as mais intensas da minha vida. Um ponto desse livro eu já superei há muito tempo, que é essa necessidade maluca que as pessoas tem de preencher seus vazios com relacionamentos. Vai me dizer que vocês conhecem muitas pessoas que aguentam ficar 1 ano sozinhas, sem por logo um novo namorado no lugar do antigo??? Claro, que não. 



A maioria não aguenta nem seis meses sem ninguém (#fato), fora que a sociedade também impõe que ser solteiro é está permanentemente num estado de solidão, depressão e ser mal amado. Me poupe!!!! Tem gente que simplesmente não quer ter que dividi sua vida com outra pessoa constantemente (#simplesassim). Eu sou assim. Adoro ver casais felizes, filmes de amor, livros com romances lindos, mas não tenho a menor vontade de viver 24 horas do dia isso. Tenho outras prioridades e sinceramente? Tirando os dias melosos de TPM e mimimi, me basto e me sinto muito bem por não ter ninguém pra dar satisfação e ter que criar minha rotina em volta da pessoa (mensagens de bom dia, boa tarde, boa noite... Avisos de saída, satisfação por atrasos e ainda os malditos presentes pra sogra, cunhado e o diabo a quatro. Sobra grana pra comprar mais makes!! #sóacho). 


Créditos: We Heart It

Também vejo que parte desse apego que cerca a gente, porque sim, eu sou uma pessoa apegada também, tem muito haver com o comodismo e a preguiça. É muito fácil a gente se adaptar a situação e ficar ali. Parada e pronta para receber o outro toda vez que ele voltar de uma briga. Manter a maldita "porta" aberta, é o grande problema. Pessoas apegadas, tem a mania de achar que precisam salvar o mundo e as pessoas. Tem a necessidade de se sentirem úteis e sabe-se lá porque se sentem culpadas por simplesmente serem humanas, quando num surto resolvem, por o "apego" no seu devido lugar e lhe mostrar que "peraí... Você é bom, mas não é ótimo". 

Dói? Dói e muito, viu? Não é fácil, não é nem um pouco rápido, mas um dia você acorda, faz suas coisas e nem percebe que naquele dia você não sentiu mais o repuxado típico de todas as manhãs. Simplesmente a ferida curou, secou e só sobrou uma pequena cicatriz e olhe lá...  

Quando a gente diminui a distância entre o que diz e o que faz, supera todos os pontos turbulentos que vem com um afastamento e consegue ressurgir, começa a compreender que tudo na vida passa e que ninguém merece se contentar com uma mísera demostração de afeto aleatório que sempre vem acompanhada de 100 bofetadas bem lá no coração. Daí, a gente pode dizer que conseguiu uma coisa difícil nos dias de hoje, mas essencial para a vida: aprendemos a nos amar. Porque amar o outro é a primeira lição que a gente aprende e desenvolve, mas amar a si próprio... Ninguém nos ensina. A gente descobre sozinho! 

Viu que o navio (seja da amizade ou do amor) tá afundando? Não seja tolo. Larga as malas de lado e se atira no primeiro bote vazio que cruzar o seu caminho e se salve. Salve-se a qualquer custo. O resto é improviso! 

Mas, relaxem que isso é só minhas reflexões sobre o livro e a vida. Em breve volto aqui para resenhar sobre o "Não se apega, não", tá bom?? 


Beijos!! 

2 comentários:

  1. Muito lindooo o texto Laly Diiva <3
    Desapegar é difícil, mas não impossível. Dói, mas a gente vence!!
    Eu sei como é um pouco....coisas da vidaa!!!
    Beijoss

    www.momentorosa.com

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    Respostas
    1. Nada na vida é impossível. Tendo fé, esperança e força de vontade a gente conquista tudo. Beijos!

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