quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Agora é a Zara, ontem a Arezzo e amanhã, quem será?

Já notei que o mundo adora uma polêmica e aproveita sempre que aparece uma nova corda com alguma empresa pra fazer o estardalhaço. Eu não vou falar nada demais, até porque isso os outros blogs já se encarregaram ou encarregarão (caso algum ainda não tenha falado), eu venho falar nem como consumidora, mas como pessoa que faz parte da sociedade e vê a verdade e não apenas as velhas questões de ser "boazinha" para a sociedade.
A verdade é que a Zara não é a primeira e nem a última empresa que tem esse tipo de costume. Aqui, no Brasil, quantos Bolivianos, Equatorianos e etc, são utilizados por fábricas nacionais em São Paulo, para costurar para suas confecções, porque nenhuma blogueira cria um movimento contra isso? Ou porque nenhum jornal faz movimento contra isso?

Créditos: Reprodução
 

Eu não sou a favor ao trabalho escravo, mas sou contra ao cinismo de condenar apenas a Zara só porque é conhecida. Se vai meter o pau, meta em todos e não apenas numa certa empresa. Porque também não falam dos abusos que a Polícia Militar de São Paulo comete com alguns vendedores da 25 de Março? Ninguém me falou, não, eu vi. Vi e fiquei pasma, sabe porque? Porque o prefeito de lá, faz que nem os outros do país, aumentam os impostos, mas não criam emprego para a população, ai eu pergunto, se não tem emprego pro povo, como pagar os impostos? A solução é óbvia, os que não querem ir para a marginalidade diretamente, vão comercializar produtos piratas.
Em resumo, o que faço questão de dizer, é que todo esse caos social é no final culpa dos governantes. Se existem empresas, que encontram pessoas dispostas a no século 21, trabalhar de maneira escrava, é porque essas pessoas, chegaram aos seus limites, ao procurar emprego em todos os cantos e não encontrar. É por essas pessoas, chegarem ao extremo de não conseguirem nem ao menos vender produto pirata. A necessidade faz o ladrão. Não basta só falar que a Zara usa mão de obra escrava ou que a Arezzo fez uma coleção com peles de verdade. Vamos falar a verdade, mostrar todos os fatores socioeconômicos que contribuem para essas situações vergonhosas.
Enfim, acho que consegui o que queria. Falei o que sentia de verdade sobre essa situação, e não apenas como alguns estão fazendo, falando para ser mais um "politicamente correto" de ocasião. Tenho minha cabeça tranquila, pelo menos com a Zara, pois nunca consumi nada da marca. Não posso falar de outras tantas, que indiretamente e secretamente ( ou nem tanto), utilizam desse tipo de mão de obra.


7 comentários:

  1. Que bom que gostou. Sabe eu tava pensando muito nessas coisas, sempre falamos apenas da notícia do momento, mas esquecemos que situações piores acontecem bem perto de nós e só julgamos, sem nos questionar os reais motivos.

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  2. sábias colocações. Parabéns! pelo texto.

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  3. Obrigada! Hoje deixei o lado jornalista falar mais alto. Fiquei surpresa de conseguir expor isso aqui, já que sempre procuro me distanciar da realidade aqui, no blog.

    Beijos!!

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  4. Acho que no ano passado a revista Marie Claire fez um artigo sobre bolivianas que vem para o Brasil e acabam nestes trabalhos escravos para grandes lojas. É injusto que penalizem só um lado da questão, mas acabam penalizando os mais fracos, quem trabalha nestas condições por não ter opções melhores. Eu também não sou consumidora da Zara, nem da Arezzo, mas não sei o que pode estar errado com as marcas que uso. A hipocrisia das leis permitem que empresas façam o que bem entendem! E quem acaba pagando? Espero que agora haja maior conscientização, que todos saibam o que está por trás de cada artigo comprado.

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  5. Eu fico pasma com tudo isso e não acho justo, mas é como disse, se acham pessoas dispostas a trabalhar em condições como essas é porque algo não está certo na sociedade. Porque a Zara e as outras empresas, não sairam recrutando e colocando arma de fogo na cabeça das pessoas, elas aceitaram ir e algo maior as forçaram a aceitar. Então isso tem que ser visto e revisto por todo mundo, governo, empresa e sempre a sociedade, se a sociedade não cobrar é óbvio que nunca vai acabar.

    Beijos!!

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