domingo, 3 de junho de 2018

Ainda sou eu - Jojo Moyes

{Eu Li}




Ai como eu amo Louisa Clark, o jeito brilhante que Emília Clarke interpretou a personagem e assim criou um rosto e jeitos perfeitos pra ela e claro Jojo Moyes, mas confesso que o livro antecessor (Depois de você) da agora série Como eu era antes de você, não me agradou tanto quanto o mais novo lançamento da escritora inglesa, o lindo Ainda sou eu.

Ainda sou eu traz um pouco da Lou que a gente se apaixonou de uma maneira mais adulta e diria até que coerente com os ensinamentos que o Will tentou deixar para ela. Agora, a moça vive em Nova York e trabalha para uma família tradicional e milionária. 



No entanto, os desafios de Lou não acabaram e além de ter de se adaptar a uma nova cidade que tem tudo para ser perfeita, ela terá que aprender que nem todo mundo é o que diz ser, principalmente quando se trata da high society novaiorquina. 

Ninguém nunca disse que crescer e por todo o seu potencial pra jogo era fácil, não é mesmo? Mas Louisa Clark vai descobrir que tudo fica ainda mais desafiador e doloroso há quilômetros de casa.

Entre trancos e barrancos, a história mostra-se divertida, com um enredo fiel e inspirador. Nova York como pano de fundo não poderia ser mais perfeita para uma garota criativa e apaixonada por moda como Louisa, adicione à mistura o fato desta ser a cidade com uma das maiores  variedades étnico-racial do mundo e pronto: não tem como ela não cumprir os últimos desejos de Will.



Assim como acontece no primeiro livro, a gente passa boa parte da leitura entre sorrisos, lágrimas e bons suspiros. Descobrimos junto com Lou as varias formas como as pessoas se apresentam às outras para atender seus desejos e necessidades por crescimento pessoal. Claro, nem sempre as coisas são justas, mas são como são. 

Devo admitir que fiquei bem chateada e frustrada com o último livro. Não gostei nenhum pouco do que Jojo Moyes fez em Depois de Você. Tanto que comentei diversas vezes que parecia até que ela tinha escrito de má vontade e feito por fazer, porém, ao completar a leitura de Ainda sou eu, a gente começa a entender porque a história anterior teve todo aquele caminho (apesar de ainda não aceitá-lo). Neste livro, eu acho que fica claro de uma vez por todas pras pessoas que não gostaram do desfecho de Como eu era antes de você que a decisão de Will no fundo não foi egoísta. Ele pensou em Louisa e em si próprio, claro, daí dentro de tudo que eles viveram não seria justo com ela, acontecer algo diferente.  Coisa que a própria Louisa conclui e deixa claro nas últimas páginas de Ainda Sou eu

É justamente por essa reflexão sobre toda a história com Will e a decisão de manter os planos da Suíça que me fizeram crer numa Lou mais madura, centrada e preparada pra não desistir de si e de seus sonhos. Achei que ela está numa versão bem empoderada, diga-se de passagem. 

Esta não é apenas mais uma história de amor, não mesmo. Até porque o romance é mais um figurante do quê o personagem principal. O protagonista deste livro é basicamente uma mensagem moderna sobre fazer as escolhas que te fazem ser quem você é. Tem um misto de temas amplamente discutidos nos últimos anos e carinhosamente abordados de um jeito que exala amor, companheirismo e respeito, então, sim. Eu super indico Ainda sou eu, e se antes eu não queria uma sequência, agora eu simplesmente P-R-E-C-I-S-O!

E você?

domingo, 13 de maio de 2018

A vida de aparência de Evelyn Beegan - Stephanie Clifford

{Eu Li}


Fiquei um tempo sem postar e também sem ler, mas eis que velhos hábitos nunca nos abandonam e aqui estou para resenhar um dos livros mais legais que li neste primeiro semestre.  A vida de aparência de Evelyn Beegan de Stephanie Clifford, conta a história de Evelyn Beegan, uma jovem recém contrata numa nova rede social que tem como objetivo reunir apenas a alta sociedade novaiorquina e a missão de Evelyn é angariar esses membros para a rede. 


Evelyn vem de uma família de classe média com origens bem humildes. Apesar de seus pais terem uma boa condição financeira atualmente, não ter nascido em uma família tradicional e abastada sempre  incomodou a mãe de Evelyn, que sempre sonhou em ter a filha casada com algum herdeiro de um clã tradicional e assim conquistar nome e tradição para a família Beegan. 

Porém, a própria Evelyn nunca se importou com isso, mesmo tendo passado parte da infância e adolescência em um tradicional colégio interno frequentado por herdeiros das principais famílias americanas. No entanto, ao começar a trabalhar no People Like Us, a tal rede social dos ricos e influentes, a jovem Evelyn recebe a missão de recrutar a socialite Camilla Rutherford e realizar esta tarefa vai lhe custar muito, não só financeiramente quanto emocionalmente. 



A vida de aparência de Evelyn Beegan apesar de focado no convívio entre as pessoas da alta sociedade e os emergentes, faz com que o leitor ao longo da leitura acabe comparando as ações das pessoas que desejam inserir-se neste meio, com as adotadas nas redes sociais por aspirantes a influencer. 

Confesso que conforme eu ia lendo o livro e vende como a Evelyn era sugada para um mundo do qual ela nunca quis fazer parte, mas encantou-se ao por vê-lo constantemente como um objetivo ou algo maravilhoso, comecei a pensar no quanto eu mesma não fui enfeitiçada pelo mundo da blogosfera e Youtube nos últimos oito anos. 

Ser influenciado por algo ou alguma coisa não é tão difícil quando isso é apresentado a você como um prêmio de reconhecimento e aquele jogo da vaidade, onde, atingir o sucesso implica em sempre ser e querer mais. 

O desenrolar de toda trama em torno da ascensão social e declínio emocional e pessoal da Evelyn é fantástico. A gente consegue se inserir na história, ter vontade de ajudar a personagem a não afundar ainda mais e ao final da leitura a conclusão é que nada em excesso faz bem e que mudar quem e como você é por algo que te afasta das suas origens e do que te faz alguém único e especial, nunca é bom. Assim, a gente vê a Evelyn alcançar o apogeu do sucesso social num dia e no outro não ser mais ninguém, nem pra aqueles que se diziam seus amigos. 

É um livro fantástico, com uma escrita leve e descontraída, mas que ainda sim te faz refletir e perceber como é fácil ser influenciado pelo luxo e riqueza, pela falsa ideia de atenção e afinidades que surgem em alguns círculos sociais. A autora consegue trazer o Upper East Side de Gossip Girl até nossos olhos e dessa vez, não como meros expectadores, mas como mais uma aspirante, como a Jenny Humphrey, de Gossip Girl.

domingo, 4 de março de 2018

Até que a culpa nos separe - Liane Moriarty

{Eu Li}


Em condições normais, teria demorado um certo tempo até conhecer os livros de Liane Moriarty, porém, com a conversão de um dos seus livros em série, o Big Little Lies ( Pequenas Grandes Mentiras, série da HBO com Nicole Kidman e Reese Witherspoon), acabei sendo apresentada a autora e claro, surgiu o interesse em conhecer um pouco mais sobre seu conteúdo. Li "Até que a culpa nos separe" e olha, tá aí um livro que vai te prender e com certeza proporcionar boas reflexões. 



Em Até que a culpa nos separe, conhecemos as amigas Erika e Clementine, duas mulheres completamente diferentes. Enquanto a contadora Erika é extremamente organizada e metódica, sua amiga Clementine é uma musicista desorganizada e muito bem humorada.  As duas amigas vivem uma relação de amor, ódio e alguns pequenos ressentimentos, mas ainda sim, consideram-se as melhores amigas uma da outra.

Numa visita de rotina que Clementine, o marido e as duas filhas fazem a casa de Erika, as duas famílias acabam sendo convidadas a participar de um churrasco na casa dos calorosos vizinhos de Erika. No entanto, este churrasco trará consequências profundas a amizade e a vida pessoal de todos. 


Este é um livro que consegue envolver o leitor por conter um enredo rico e bem construído. Não há lacunas nas histórias narradas e durante a leitura, somos convidados a participar das reflexões de cada personagem, nos questionando sobre o valor e atenção que damos as pessoas e às situações do dia a dia. 

Achei que é uma história pra você entender que a vida é um segundo e que medir o peso das suas ações, reações e principalmente, o peso dos seus sentimentos sobre seu semelhante, mas também sobre si mesmo, vem sendo ignorado com frequência atualmente. 

Gostei, sim. No início rola uma dificuldade manter o ritmo da leitura, porque as histórias são contadas tanto no presente quanto com flashs do dia do churrasco, mantendo assim uma linha do tempo para ajudar o leitor a compreender tudo que antecede ao fato máximo e como são os personagens. Ao mesmo tempo que esse detalhamento é legal, acaba sendo um tanto cansativo, deixando o leitor mais ansioso e cheio de teorias do que de tão grave pode ter acontecido em um simples churrasco no quintal.

Eu acho interessante o jeito que a Liane consegue abordar variados temas em um único enredo e não deixar o leitor sem entender ou o livro desinteressante. No final, você termina a leitura com a sensação de que precisa repensar a sua vida, mas não consegue dizer um único tema para definir Até que a culpa nos separe. É um livro pra você dedicar tempo e colher bons frutos, viu?

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